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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Farol


                Se existe algo que eu gosto de admirar são os faróis. Eu sei, mania estranha. Se visito uma cidade que tem um, tenho que ir vê-lo. Ter a idéia que eles avisavam os marinheiros que logo logo estariam em terra firme e talvez com aqueles que eles amavam me da uma sensação de... Conforto. Além disso, a magnificência de suas construções me deixa abismada. Uma vez tentei lembrar da formula do MCU para calcular o diâmetro de um farol que vi em Punta del Este. Vi a luz girar, girar e girar, cronometrei, contei, pensei. Mas nunca fui boa aluna, não lembrava nem o inicio da conta que deveria fazer. Deixei pra minha imaginação fantasiar sobre isso. Já escrevi um projeto de conto inspirada num farol. Já tentei desenhar um farol.
                Então, hoje estava pensando cá com meus botões em faróis, na idéia que eles passam, no fato que eles “estão sempre lá” (obviamente). Comparei pessoas com faróis, nas suas diversas qualidades. O fato de serem confiáveis, de nos avisar que ali estaremos em terra firme e com quem amamos, de ali termos segurança – mesmo depois da tempestade. As vezes precisamos ir até nossos faróis e ouvi-los, precisamos que eles nos surpreendam com sua luz, que nos deixem momentaneamente cegos (quando ela passa por nossos olhos) para depois podermos enxergar. Ali eles estão. Ali eles sempre vão ficar esperando que nós, os marinheiros, voltemos e precisemos de calor após cair nas águas escuras da vida.
                Eu realmente gosto de faróis. Gosto de vê-los girando, girando, girando e nunca perdendo o equilíbrio. Gosto de vê-los girando, girando, girando e sempre ficando fortes ali. Por ti. 

quarta-feira, 18 de julho de 2012

"Onde foi que eu errei?"

quero ser compreendida
entendida, apoiada.

não me digas que não me amas.
não mudei, ainda sou eu
eu de verdade, sem mentiras,
eu.

dói,
dói não ser aceita.

nunca quis te machucar,
se eu continuasse vivendo assim
quem se machucaria seria eu

não chora, por favor,
não diz isso.

espera,
não me deixa aqui sozinha.
não vai embora.

domingo, 17 de junho de 2012

máscara

Fingia ser forte. Queria ser.
Usava uma máscara para não transparecer
toda sua insegurança,
fingia que não se importava.
Era de ferro ao olhar dos outros,
tinha o olhar duro.
Ria, se divertia, fingia.
Fingia, fingia, fingia.

Por dentro se resumia em caos.
Caos misturado com dor.
Sentia tudo demasiadamente.
Parecia que sua pele estava sendo cortada por lâminas
e banhadas com álcool.
As lágrimas queimavam, parecia ácido contra sua pele.
Os sonhos doíam. Não realizar-los ardia.
Manter a esperança era difícil.
Viver era impossível.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Poema, poesia ou seja lá o que isso for

Faz tempo que escrevi isso, inclusive tá no meu finado blog. Desde então minha inspiração se foi e levou consigo a Sophia.... Ah, Sophia. Sinto sua falta. Volte logo
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Olha, Sophia, desse jeito não dá.
Não vem com toda essa malemolência pra cima de mim,
fazendo que vai ficar.
Eu sei como tu é, eu te conheço,
eu sei que tu vai me enganar.
Não adianta usar a blusa decotada
ou a mini saia jeans desbotada,
nem cantar Red Hot no meu ouvido
ou fazer aquele cozido.

Olha Sophia, não adianta chorar
foi tu que fez nosso amor acabar
ou tu acha que iria sempre te esperar?
Quando por mim tu passou desfilando
“Não me procura” gritando,
e ainda assim, na mesma noite voltando
notei que seria apenas assim.
Ontem no botequim,
quando te vi lá bebendo
sabia que precisava de uma ultima noite
para sarar a saudade.

Para de dengo Sophia,
não tem cara feia que me assuste,
preciso só do teu perfume
e sentir teu cabelo roçando
e tua boca transbordando
e meu coração palpitando
e o grito retumbando.

Só mais uma noite.
Então, me diz Sophia.
O que vai ser?
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xx, Érica