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domingo, 17 de junho de 2012

máscara

Fingia ser forte. Queria ser.
Usava uma máscara para não transparecer
toda sua insegurança,
fingia que não se importava.
Era de ferro ao olhar dos outros,
tinha o olhar duro.
Ria, se divertia, fingia.
Fingia, fingia, fingia.

Por dentro se resumia em caos.
Caos misturado com dor.
Sentia tudo demasiadamente.
Parecia que sua pele estava sendo cortada por lâminas
e banhadas com álcool.
As lágrimas queimavam, parecia ácido contra sua pele.
Os sonhos doíam. Não realizar-los ardia.
Manter a esperança era difícil.
Viver era impossível.


3 comentários:

Mª Carol disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mª Carol disse...

oi, passeei "distraidamente" pelo teu blog e resolvi comentar (aproveita que to logada, hehe :D)Belo poema, traduz o quão vultuosos são nossos sentimentos em atividades recorrentes do cotidiano.. Mto bom, melhor que ler uma poesia, é sentí-la! Decente agora?! 1bj, carolinda <3

Cássia Tavares disse...

Foda esse poema!Como disse a Carol "melhor que ler uma poesia, é sentí-la" e eu senti cada palavra desse poema, talvez mais do que eu queria haahusehausa. Amei bjbj <3