Se
existe algo que eu gosto de admirar são os faróis. Eu sei, mania estranha. Se
visito uma cidade que tem um, tenho que ir vê-lo. Ter a idéia que eles avisavam
os marinheiros que logo logo estariam em terra firme e talvez com aqueles que
eles amavam me da uma sensação de... Conforto. Além disso, a magnificência de
suas construções me deixa abismada. Uma vez tentei lembrar da formula do MCU
para calcular o diâmetro de um farol que vi em Punta del Este. Vi a luz girar,
girar e girar, cronometrei, contei, pensei. Mas nunca fui boa aluna, não lembrava
nem o inicio da conta que deveria fazer. Deixei pra minha imaginação fantasiar
sobre isso. Já escrevi um projeto de conto inspirada num farol. Já tentei
desenhar um farol.
Então,
hoje estava pensando cá com meus botões em faróis, na idéia que eles passam, no
fato que eles “estão sempre lá” (obviamente). Comparei pessoas com faróis, nas
suas diversas qualidades. O fato de serem confiáveis, de nos avisar que ali
estaremos em terra firme e com quem amamos, de ali termos segurança – mesmo
depois da tempestade. As vezes precisamos ir até nossos faróis e ouvi-los,
precisamos que eles nos surpreendam com sua luz, que nos deixem momentaneamente
cegos (quando ela passa por nossos olhos) para depois podermos enxergar. Ali
eles estão. Ali eles sempre vão ficar esperando que nós, os marinheiros, voltemos
e precisemos de calor após cair nas águas escuras da vida.
Eu
realmente gosto de faróis. Gosto de vê-los girando, girando, girando e nunca
perdendo o equilíbrio. Gosto de vê-los girando, girando, girando e sempre
ficando fortes ali. Por ti.